Na Teoria do Não-Objeto, Ferreira Gullar apresenta uma reflexão acerca da evolução da arte moderna e sua conexão com o mundo. A partir da "morte da pintura" (um processo que começou no impressionismo e foi radicalizado no cubismo, suprematismo e nas experiências construtivas) o autor demonstra como a obra quebra com a representação convencional para ocupar o espaço real. O "não-objeto" surge como uma resposta a essa quebra: não se trata de um anti objeto, mas de um objeto singular, onde as experiências sensoriais e intelectuais se combinam de maneira imediata. Ao contrário do objeto cotidiano, que possui nome e função, o não-objeto é percebido de forma transparente, tendo significado apenas por sua própria forma. Ele elimina as barreiras entre espectador e obra, eliminando moldura e base para instaurar uma presença direta no espaço. Para Gullar o não-objeto não “representa” nada: ele aparece, fundando um novo campo estético onde pintura, escultura, poesia e movimento podem se interpenetrar. A participação do espectador é essencial: sem seu gesto, a obra permanece em potência, esperando ser atualizada.
Oi pessoal, me chamo Caroline (como já sugere o nome do blog) e sou graduanda em Arquitetura & Urbanismo pela UFMG. Aqui serão postados os materiais referentes às aulas de ateliê integrado de arquitetura (AIA).
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